Por isso, não é correto tratá-la simplesmente como uma religião de origem africana.

Sua presença no levantamento nacional sobre comunidades de terreiro é interessante justamente porque revela os encontros entre diferentes universos religiosos.

A pesquisa registrou “Encantado/Pajelança” entre as formas religiosas declaradas pelas casas pesquisadas. 

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Na Amazônia, conhecimentos relacionados às plantas, à natureza, aos encantados e às práticas de cura foram transmitidos por gerações.

Em determinados contextos, esses conhecimentos passaram a conviver com práticas de origem africana.

O resultado não pode ser explicado por uma única fórmula.

Existem diferentes formas de Pajelança e diferentes significados atribuídos às suas práticas.

É justamente essa diversidade que merece ser conhecida.

Quando se fala sobre cultura brasileira, muitas vezes as contribuições indígenas são tratadas como algo pertencente apenas ao passado.

A Pajelança ajuda a mostrar o contrário.

São conhecimentos que continuam sendo praticados, reinventados e transmitidos no presente.

FONTE/CRÉDITOS: INSTAGRAM POVO SHANENAWA NA MORADA TUPINAMBA