Por isso, não pode ser apresentado simplesmente como uma religião de origem africana.

Sua presença em levantamentos sobre comunidades tradicionais de terreiro ajuda, entretanto, a revelar os pontos de contato existentes entre diferentes experiências religiosas brasileiras.

A pesquisa “Alimento: Direito Sagrado” registrou o Toré entre as formas religiosas declaradas pelas comunidades pesquisadas. 

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Em diferentes povos, o Toré pode envolver canto, dança, música, participação comunitária e relações específicas com o sagrado.

Também pode desempenhar papel importante na afirmação da identidade indígena.

Isso é especialmente significativo diante de uma história marcada por tentativas de apagamento cultural.

Manter uma prática coletiva pode ser uma forma de afirmar: “nós existimos, nós temos uma história e ela continua”.

O Toré, portanto, merece ser tratado com a mesma atenção dedicada a outras manifestações culturais brasileiras.

Mas sempre respeitando a especificidade de cada povo.

Não existe um único Toré.

Existem diferentes comunidades indígenas e diferentes significados.

E essa diversidade também faz parte da riqueza cultural do Brasil.