O Omolocô é uma delas.

O nome aparece na pesquisa nacional realizada pelo Ministério do Desenvolvimento Social entre as formas religiosas declaradas pelas comunidades entrevistadas, inclusive na região metropolitana de Belo Horizonte. 

O Omolocô é frequentemente estudado a partir das relações estabelecidas entre diferentes referências religiosas presentes no Brasil.

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Mas existe um cuidado importante: falar em “mistura” pode simplificar demais processos que foram construídos por pessoas, famílias e comunidades ao longo de décadas.

O encontro entre diferentes caminhos não significa necessariamente desaparecimento das identidades.

Pelo contrário.

Em determinadas comunidades, elementos distintos podem ser incorporados, reinterpretados e transmitidos dentro de uma organização própria.

Essa característica ajuda a entender por que o campo religioso brasileiro é tão diverso.

As categorias utilizadas por pesquisadores nem sempre correspondem exatamente à maneira como uma comunidade se reconhece.

Por isso, uma reportagem responsável precisa começar pela escuta.

Quem pratica é quem pode explicar como aquela casa se identifica, quais são seus fundamentos e como seus conhecimentos são transmitidos.

O Omolocô é um bom exemplo de que a diversidade religiosa brasileira não cabe em caixas fechadas.