No Brasil, passou a ser utilizada em diferentes contextos para identificar populações, referências culturais e formas religiosas relacionadas principalmente aos povos iorubás.

Ao longo do tempo, porém, o termo ganhou significados específicos em diferentes regiões.

A pesquisa nacional sobre comunidades tradicionais de terreiro registrou Nagô entre as denominações declaradas pelas casas pesquisadas. 

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Em Pernambuco, por exemplo, o termo aparece relacionado à história do Xangô pernambucano. No Rio Grande do Sul, também aparece associado a classificações utilizadas no Batuque.

Isso mostra que uma palavra pode viajar e adquirir novos significados sem perder sua ligação com uma história africana.

A presença Nagô no Brasil também pode ser percebida na língua, na música, nos nomes, na culinária e nas práticas religiosas.

Mas é importante lembrar: iorubá não é sinônimo de África.

O continente africano possui centenas de povos e culturas.

A história Nagô é uma das histórias africanas que participaram da formação do Brasil.

Conhecê-la ajuda a substituir uma imagem genérica da África por uma compreensão mais ampla sobre povos, territórios e identidades.