Cada terreiro possui sua própria tradição, calendário litúrgico e fundamentos.

As datas também podem variar conforme a nação, a linhagem religiosa, a região e a tradição seguida pela comunidade.

Algumas celebrações, entretanto, ganharam grande visibilidade pública no Brasil.

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Iemanjá, por exemplo, é homenageada em diferentes regiões do país, com destaque para as celebrações realizadas no litoral brasileiro. Em Salvador, a tradicional Festa de Iemanjá acontece em 2 de fevereiro e se tornou uma das maiores manifestações religiosas e culturais da cidade.

São Jorge também aparece associado a diferentes tradições populares e religiosas, embora a relação entre santos católicos e entidades ou orixás varie conforme a tradição e não possa ser generalizada para todos os terreiros.

Oxalá, Ogum, Xangô, Oxum, Iansã e outros orixás também possuem festas públicas e celebrações em diferentes comunidades.

A diversidade é justamente uma das características desse calendário.

Uma celebração pode ter música, dança, comida, vestimentas, toque de tambores e outros elementos, mas os significados e fundamentos pertencem à comunidade religiosa que realiza a cerimônia.

Por isso, nem tudo que acontece em um terreiro é necessariamente público. Existem conhecimentos e rituais reservados aos iniciados e às próprias comunidades.

Conhecer o calendário das celebrações é uma oportunidade de conhecer também a diversidade cultural brasileira.

É importante, entretanto, participar de festas públicas com respeito, seguindo as orientações de cada terreiro e compreendendo que uma celebração religiosa não é apenas um espetáculo cultural.

É fé, memória, comunidade e ancestralidade.

O calendário do axé não é uma lista fixa de datas. É uma expressão viva de tradições que continuam sendo transmitidas e recriadas por diferentes comunidades em todo o país.