Com forte presença no Rio Grande do Sul, especialmente em Porto Alegre e região, o Batuque possui diferentes nações e formas de organização. Entre elas aparecem denominações como Oyó, Cabinda e Ijexá.

A própria pesquisa nacional sobre comunidades tradicionais de terreiro incluiu o Batuque entre as formas religiosas declaradas pelas casas entrevistadas. O levantamento também mostrou que, em uma mesma comunidade, diferentes práticas podem coexistir. 

A história do Batuque gaúcho está relacionada à presença africana no estado e à formação de comunidades negras durante os séculos XIX e XX.

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Os tambores são parte importante de suas celebrações, mas a música é apenas uma dimensão desse universo. Há também conhecimentos religiosos, relações comunitárias, culinária, hierarquias, iniciações e formas próprias de transmissão do conhecimento.

O Batuque ainda ultrapassou as fronteiras do Rio Grande do Sul e alcançou outros países do Cone Sul.

Conhecer essa história é também perceber que a presença negra no Brasil não se concentra em uma única região.

Do Maranhão ao Rio Grande do Sul, diferentes comunidades construíram maneiras próprias de preservar sua relação com o sagrado.